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Gás natural: consumo se expande em empreendimentos comerciais


Estabelecimentos comerciais de diversos ramos estão cada vez mais se beneficiando do gás natural (GN). Prova disso é a crescente demanda de unidades consumidoras (UCs) do segmento comercial, conforme aponta a Companhia de Gás do Amazonas (Cigás), concessionária do serviço público de distribuição e comercialização do combustível.

Atualmente, a Cigás possui UCs contratadas dos segmentos termelétrico, industrial, veicular, comercial, residencial e autogeração/liquefação. No caso do segmento comercial especificamente, já são mais de 200 empreendimentos, entre os quais restaurantes, supermercados, lavanderias, shoppings, academias e o Hospital e Pronto-Socorro Delphina Aziz, a maior unidade de saúde consumidora de gás natural da região Norte do país, utilizando o GN em suas atividades produtivas.


O volume de GN distribuído para as unidades consumidoras deste segmento, em 2022, alcançou média de 4,7 mil metros cúbicos por dia (m³/d). No comparativo com o mesmo período de 2021, quando o volume comercializado foi em média de 3,3 mil m³/d, o crescimento ficou em torno de 40%.


Vantagens para os consumidores

O aumento da demanda de estabelecimentos comerciais pelo gás natural se justifica pelos diferentes benefícios proporcionados aos usuários do combustível. Entre as unidades consumidoras do segmento está o restaurante Sr. Frango, que, desde agosto do ano passado, passou a realizar a cocção dos alimentos com o insumo.




O proprietário do empreendimento, Sérgio Lins, afirma que o valor pago ao final do mês é em torno de 50% menor em relação ao que destinava anteriormente. Além disso, segundo ele, a quitação da fatura após o consumo ajuda no planejamento financeiro da empresa. “Com certeza. O custo-benefício no final é bastante visível, aumentando assim o faturamento da loja”, afirma.


Ele destaca ainda o fornecimento contínuo do gás natural, proporcionado pelo sistema de distribuição canalizado, como importante no dia a dia do negócio. “Trabalhamos com máquinas de frango que não podem parar por falta de gás, e o fato de não ter que repor botijas é muito importante e prático”, disse.


Um dos proprietários da primeira lavanderia de Manaus a usar o gás natural no processo de secagem da roupa – Lavanderia Atlanta –, Rafael Arakian relata que a parceria com a Cigás vem desde 2017, e a decisão de aplicação do gás natural no processo de secagem de roupas foi motivada pelo fato de se tratar de um combustível mais limpo, com praticidade no abastecimento e pagamento somente do que é efetivamente utilizado.

“É mais justo e prático, por isso, sempre que perguntado, indico o serviço”, salientou.


A posição dos proprietários de empreendimentos quanto à economicidade do gás natural só reforça o resultado de levantamento feito pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), no período de 5 a 11 de fevereiro deste ano, no mercado local. O estudo indica que, no segmento comercial, o gás natural utilizado pode proporcionar até 56% de redução de custo quando comparado a outros combustíveis.

Dados do Ministério de Minas e Energia (MME) também apontam a vantagem competitiva do gás natural distribuído no estado. A mais recente edição do Boletim Mensal de Acompanhamento da Indústria de Gás Natural, publicada pelo referido ministério, demonstra que o Amazonas possui a menor tarifa do Brasil para os segmentos industrial, veicular, comercial e residencial.


Investimentos da Cigás

Para alavancar ainda mais o consumo de gás natural, a Companhia de Gás do Amazonas investirá R$ 45,1 milhões na expansão da rede de distribuição de gás natural (RDGN) em 2023, para mais de 270 quilômetros de extensão em 2023. O anúncio foi feito pelo governador do Estado, Wilson Lima, em solenidade realizada no último dia 15 de fevereiro, na Unidade Termelétrica (UTE) Manauara – usuária do gás natural do segmento termelétrico desde 2010.

O planejamento da Companhia prevê, para o primeiro semestre, a finalização das obras dos bolsões Max Teixeira, Distrito Industrial (etapa 3), Eliza Miranda (etapa 1) e Dom Pedro (terceira etapa). Já no segundo semestre, as obras se estenderão para os bolsões Torquato Tapajós (etapas 2, 3 e 4), Mosaico, Eliza Miranda (etapa 2), Autaz Mirim, Chapada, Distrito Industrial (etapa 4), Dom Pedro (etapa 4), Adrianópolis e Vieiralves.

Atualmente, a Cigás conta com mais de 12,6 mil unidades consumidoras dos segmentos termelétrico, industrial, veicular, comercial, residencial e autogeração/liquefação. Até o fim deste ano, espera-se ultrapassar a marca de 16 mil UCs e chegar a 28 mil até 2027.

A Cigás dispõe de equipe especializada para realização de visita técnica com o objetivo de esclarecer sobre as qualidades e benefícios do gás natural, bem como realizar levantamento de dados, avaliar infraestrutura e apresentar soluções adequadas às necessidades específicas de cada demandante. Basta entrar em contato pelo (92) 98434-5286 (aplicativo de mensagem).

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